"Causos" de minha vida
Nos meus primeiros meses de vida, ainda muito doente, por muitas noites seguidas, pensavam que eu não iria amanhecer viva.
Em Frente à casa dos meus avós, na Travessa da Saudade, em Assis, morava uma senhora que marou muito a minha vida: Dona Rita Preta.
Não se cansava de repetir minha história. Contava que passou noites ao lado daquele bebe moribundo.
Contava que punha uma vela acesa na minha mão, "pra alumiá a passagem" e dizia: " De hoje não passa.Hoje tem defuntinho fresco." lastimava.
E por toda minha infância e adolescẽncia ouvi-a contando esse "causo" a cada vez que eu a via ou apresentava a alguém.
Chamava-me de "minha nega".



Ai, que lindo Zanza!
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