sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

 
"Causos" de minha vida
    Nos meus primeiros meses de vida, ainda muito doente, por muitas noites seguidas, pensavam que eu não iria amanhecer viva.
    Em Frente à casa dos meus avós, na Travessa da Saudade, em Assis, morava uma senhora que marou muito a minha vida: Dona Rita Preta.

    Não se cansava de repetir minha história. Contava que passou noites ao lado daquele bebe moribundo. 
    Contava que punha uma vela acesa na minha mão, "pra alumiá a passagem" e dizia: " De hoje não passa.Hoje tem defuntinho fresco." lastimava.

     E por toda minha infância e adolescẽncia ouvi-a contando esse "causo" a cada vez que eu a via ou apresentava a alguém.
    Chamava-me de "minha nega".


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